quarta-feira, 9 de maio de 2012

Trecho de "QUEM TEM MEDO DA DONA MORTE?"



Mensagem Para Você:

VOCÊ VAI MORRER”



Imagine um dia de Sol.

Você reunido com a família em sua linda casa de verão, sua esposa cochilando maravilhosamente na sala enquanto suas crianças brincam tranquilamente no jardim dos fundos.

Seus pensamentos voam sobre como sua vida corre tranquilamente, nos negócios, em casa, em seu espírito, enfim: percebeu-se possuidor de uma vida quase perfeita.
Você mal acabara de pensar sobre isso e a campainha toca.
“ Quem será afinal?” – pensa rapidamente – “afinal, hoje é domingo e não espero ninguém!”
Sua mulher não acorda, seus filhos nem se movem. Você estranha por alguns segundos mas depois esquece. Parece que só você havia ouvido o sino. De repente escuta a voz daquele que parecia ser um senhor de idade. A voz dizia: “Mensagem pra você!”

Quando abre a porta, aparece um senhor de idade, muito simpático, vestido como mensageiro. Com um daqueles uniformes antigos de correio.

O velhinho sorriu, como que entendendo o espanto. “Mas, afinal, que mensagem será essa?” – você pensa. O senhor carregava uma bolsa à tiracolo, como muitas cartas, todas iguaizinhas, e de onde ele retirou um daqueles envelopes e o entregou para você.

Nada na frente, nem nada atrás do envelope. “Que esquisito”- murmura baixo, pro senhor não escutar. Mas, por um momento, esquecendo até do velhinho, abre rapidamente, quase desesperadamente, o tal envelope.

Nele havia uma tira de papel cartão, colorido. Parecia uma daquelas mensagens de caixinhas da sorte.

Vejo seus olhos fixos ao ler a mensagem.

Posso ver a coloração da sua face: “branco-leite-estou-morrendo-de-medo”. Porque você leu a mensagem. Porque só há uma frase no papel. E o papel dizia:

Você vai morrer. Venha comigo agora.”

Você olha para o senhor. “Só pode ser piada” - é o que você pretende dizer ao levantar a cabeça. Só que ao mirar a face do homem para tirar a satisfação, um susto.
No lugar do velho homem estava uma matéria gasosa, mas com definições perfeitas, e que te permite distinguir a imagem que ela forma: uma mulher bonita, uma senhora, e que estava vestido de branco. Aquele rosto se formando, o corpo, te permite reconhecer uma imagem familiar há muito distante.

O de sua mãe.

=====================================================

Você se emociona imediatamente, tendo em vista que está enxergando sua mão como se estivesse viva, embora não tivesse ainda falado.

Você continua estarrecido com a visão, quando de repente, ela esboça um movimento. e, mais de repente, diz:
“Meu querido, meu amigo... Meu filho. Me escute: não deixe sua mente te fazer sofrer quando olhar para trás”.

Antes da imagem começar a falar, você sentiu um calor imenso. Neste momento, você sente um calafrio.

Da porta você se vira, e imediatamente vê a sala atrás de você, sua esposa dormindo, suas crianças brincando nos fundos. E você. Deitado sobre a mesa em que lia.

“Dormindo?” – pensou já sem fé.

Não amigão! A mensagem não mentia. Você realmente iria morrer.

Agora, fora desta alegoria, você consegue imaginar o sofrimento desta alma mal-preparada para encarar os fatos? Quantos sofrimentos poderia causar para si mesmo e para seus entes queridos?

Somos mais de XXX milhões de Ocidentais e que não aprendemos ainda à encarar a vida como se deve.

Por acaso viveríamos para sempre?
 
Haveria maldição pior do que esta?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Parte de "IRMÃOS LOBOS"

NA MANHÃ SEGUINTE

Muitos se interessaram, pois a casa da anciã estava cheia na manhã seguinte. Havia alguns muito jovens, outros com mais idade, porém, nem todos seriam enviados de pronto. Seriam primeiro listados, selecionados, treinados e então instruídos conforme os chefes das famílias indicassem.

O trabalho foi breve. Seus jovens eram concentrados e dedicados a sua causa, e por isso os cursos seguiam rápido o suficiente para em poucos meses estarem partindo os primeiros deles que viajariam em busca do conhecimento do Mundo Moderno. Ano após ano partiria ao menos um jovem por ano que entraria em na regularidade de estudos conforme havia indicado seus guias. Todos centraram cada um na sua função, trabalharam duro por períodos longos visando o bem estar de seu próprio povo. Fizeram tudo certo. Mas uma algo impensado mudaria todo seu destino, para desespero de todos:

Muitos foram, poucos voltaram.

Alguns se perderam nas mundo e perderam sua identidade. Criaram nova cultura e nova família. Aquele local de natureza indígena ao qual pertenciam faziam parte de seu passado. Muitos morreram devido aos novos produtos e vícios do mundo. Outros enlouqueceram e outros ainda foram presos. Outros apenas perdidos.

Os poucos que voltaram sofreram com o sofrimento do povo, que chorava pela perda de muitos filhos. A missão estaria errada? Os homens que partiram estariam errados? As anciãs estariam erradas?

Por que uma indicação sagrada seria tão desastrosa como esta? Talvez o povo estivesse sofrendo por causa de erros, mas quais? Haviam seguido cada instrução, até mesmo a última quando foi dito que por tempos não mais se comunicariam. Aliás, esta mensagem foi a gota dágua para aqueles que já achavam que o sistema antigo estava arruinado. Os anjos não mais tomariam partido de seus protegidos, e cada um devia seguir pelo caminho que bem entendesse. Uma pequena parcela dos habitantes seguiu fiel aos ensinamentos de aguardar os gêmeos e esperar uma revolução de proporções épicas. Estes poucos que ficaram não conseguiam sozinhos dar conta de toda a produção de que seria necessário, e aliado a constantes alterações atmosféricas e altas densidades de chuvas acabaram por deixar o poço cada vez mais pobre e faminto, chegando a níveis intolerantes. Os pais que enviaram seus filhos e que tinham certeza de que não haviam morrido, aguardavam seu retorno ansiosos, como quem aguarda a solução de todos seus problemas.

Imagine um jovem que passou cerca de dez anos fora de seu lar, muitos destes anos sem comunicação com estes antigos, ligados todos por em retorno a seu antigo

Retornavam médicos, mas já não havia o que medicar. Retornavam veterinários, mas não havia mais animais para cuidar. Voltavam especialistas em contruções, mas pouca gente havia para se construir novas casas. Haviam casas sobrando! Os poucos que voltavam se deparavam com a crise que talvez tivesse sido causada por causa da saída dos mesmos jovens que retornavam. E do fim dos que se perderam em missão.
Depois dessa época, começaram a abandonar simples, porém antigos costumes de contato com a natureza e de produção em parceria com a Grande Mãe. Uma falha gerava outra e o povo começou a perder sua fé nas Anciãs. Neste período houve uma grande ruptura interna e muitos que, antes só agiam sob instruções dos antepassados, passaram a agir por conta própria, o que incluía caçar as “maravilhas” do mundo moderno e aquele que proporcionava passe livre a todos eles.

O Dinheiro.

Mas, como que por castigo da mesma Mãe Natureza, logo após a 2ª. Grande Guerra, seus filhos começaram a gerar filhos disformes. Por algum motivo, começaram a nascer crianças com cegueira, surdez, paralisias múltiplas, disfunções cerebrais. O número de natimortos era enorme perante o fabuloso histórico de crianças nascidas perfeitas durante toda sua história. Ao mesmo tempo, durante o avanço do povoado para o mundo moderno e do mundo moderno para o povoado, começaram a ser inseridas várias doenças características do progresso.


OS TRABALHOS

Se recostar e preparar para sonhar.

Os dois aprenderam há muito a arte de se desprender do corpo em sonhos e visitar qualquer lugar que quisesse ou imaginasse. Desta dimensão ou de outra.

Sua avó era curandeira e muitos segredos possuía. Desde cedo, quando por obra do destino, a mãe deles encontrou morte repentina por falta de saúde, assumira sua criação e desde cedo, lhes passava educação e naturismo (...) foi passando para os meninos.

Dia após dia eles aprendiam segredos e truques da floresta os quais só eram sabidos pelos antigos habitantes e amantes da arte do conversar com a natureza. Haviam também aqueles que mantinham contato com as entidades que reinam sobre a rica arquitetura da naturaza.

Toda a noite era a mesma rotina. Preparavam a mesa ritualística com muito carinho, colocando toalha branca, crucifixo, copo d’água (...) A montavam sempre cuidando para ter bons pensamentos, pois eles sabiam que tudo que tocamos será influenciado pelo nosso estado emocional quando do momento.

Preparavam suas orações invocando a Deus que os guiasse sempre rumo a luz.

Sua certeza no controle de poderes especiais vinha da educação continuada de pai para filho, durante séculos, e somente para os iniciados. Pai para filho passava segredos que homem e natureza sempre dividiram neste planeta, segredos tão antigos e que vinham sendo esquecidos geração após geração. O homem vem ficando cada vez mais tolo, e hoje em dia, tudo o que reluz é ouro. E se não reluz, não interessa.

Esta filosofia do mundo atual vem vindo espalhada pelo mundo de cultura romana. Mundo este que “dominou o mundo”. O padrão romano vem desde muito tempo unificando culturas a partir do ocidente, salvaguardando algumas minorias, como índios, negros, etc, que subsistem de acordo com antigos padrões de sociedade pré-romana.

Ouviram regras e tiveram de elitizar Deus, criaram em seu imaginário um exército de anjos e toda uma casta de santos. E ai daquele que não segue suas regras, pois se deus é impiedoso como é dito na bíblia, a cada erro, poderia ele vir com todas as pedras na mão pra cima do transgressor e causar-lhe dor excruciante.

Ou não?

domingo, 25 de julho de 2010

Trecho do Livro - "EVANGELIZAÇÃO ESTELAR" - Zilu Notria

Estamos agora numa sala de beleza incomum. Em seu centro há uma mesa bem comprida, oval, em cores prateadas. Tem suas beiras extremamente arredondadas e polidas, e seu brilho é suavemente ofuscante. As cadeiras, de um branco imaculado, se elevam até acima da altura da cabeça e possuem braços confortáveis para apoio. No chão, um carpete de cores claras praticamente mescla-se ao fundo com as paredes, dando uma impressão virtual ao lugar. Esta sala tinha um brilho quase que próprio, e a luz dos dois sóis que entra pela janela de uma sala lateral dá um ar de paz inabalável ao lugar. Esse efeito visual fica ainda mais agradável quando complementada pela música ambiente, (que é algo como música instrumental) e que flui naturalmente não de caixas de som, mas como o vento que entra por frestas invisíveis de outros ambientes. Esse som vem sempre acompanhado de pequenas faíscas eletrônicas que flutuam ao vento...

Parecem ondinas festeiras que bailam sobre as notas mais doces do Universo.

Estamos no último andar do prédio principal da Praça dos Pinheiros. Este é o antigo prédio de Pesquisas Espaciais. Esta sala é a sala principal de convenções e um Centro de Reuniões. Nela não existem janelas. Há apenas uma porta muito alta e uma grande tela, ferramenta de monitoramento das explorações interplanetárias.

Este Centro de Reuniões outrora foi palco de grandes tensões quando das primeiras expedições espaciais fora do cinturão de estrelas Mayar. Os Garisham iniciaram há muitas gerações atrás suas pesquisas científicas no campo espacial, e hoje eram doutores na tecnologia de Projeção Cinética Hipertemporal, termo utilizado para designar as missões estelares. Atualmente este monitoramento de missões era efetuado em ambiente tecnicamente melhor preparado. Mas como o painel da sala mantinha perfeito funcionamento, continuou sendo utilizado para monitoramento de viagens mais altruístas, missões de treinamento, explorações visuais ou em resgates esporádicos. Neste painel, a visualização pode ser feita em tempo real, e para isso são utilizadas grandes rochas de cristais de quartzo, crivadas em forma piramidal e instaladas no topo do prédio aonde se localiza a Sala de Monitoramento.

Essa rocha de cristal funciona programada ritualisticamente para estabelecer conexão com outros grupos de cristais menores que ficavam instalados em veículos de transporte que cruzavam a fronteira final do cinturão Malavit para o hiper-espaço. Essa conexão era possível porque aqueles fragmentos de cristal perfeitamente circulares, do tamanho de um punho, um dia fizeram parte deste bloco maior instalado sobre o topo do prédio de Pesquisas Espaciais. Assim, era possível estabelecer uma conexão instantânea e visualização ambiente que era transmitido tão rápido quanto o pensamento. Permitindo visão concêntrica de 360º e captação de dados atmosféricos em um raio de 300m, aproximadamente, esta pequena esfera de cristal era mescla de supercomputador, câmera e transmissor de imagens, sons e informações.

Qual seria o meio da transmissão?

O éter.

O quinto elemento.

A matéria-prima do universo (e que talvez tivesse sido a argila da criação), que permeia a vida e a morte, do começo de uma ao final da outra, e que portanto, é o condutor perfeito se focado entre os transmissores e receptores de cristal. Porém, a rocha sozinha de nada serviria se os cristais não fossem estes controlados por gênios elementais. Cada Grupo de Comunicação Cristal era formado pela Rocha Principal e por Rochas Auxiliares que eram acopladas aos veículos. Cada Grupos de Comunicação Cristal era formado de dezenas de técnicos, sendo alguns deles (em geral, as mulheres), responsáveis pela comunicação direta com o gênio elemental que auxiliava a missão controlando envios e recepções das informações que atravessavam o espaço.

Os Cristais Auxiliares (que ficam instalados na parte frontal dos Veículos de Exploração) são como filmadoras, só que muito diferente das convencionais que impressionam um material físico para ser reproduzido posteriormente.

Esses Cristais são conhecidos também como Transmissores Neurofísicos, e utilizam a própria vontade do gênio elemental para fluir através das ondas cósmicas e chegar ao seu destino. Esse processo poderia talvez ser comparado à telepatia, porém utilizando o poder de amplificação e registro das moléculas de quartzo. Só para se ter uma idéia, em se comparando o cristal a um microcomputador convencional, cada molécula que o compõe equivaleria a uma capacidade de milhões de Megahertz (medida convencionada para medir a capacidade dos nossos processadores atuais) e cada cristal do tamanho de um dedo pode armazenar bilhões de Terabytes de informações, de uma forma ainda incompreensível para a humanidade atual.

Nestes últimos anos, esta tecnologia vinha sendo utilizada principalmente para monitorar os ecossistemas vizinhos e organismos que nele viviam, visando registrar características locais e alternativas para falhas que pudessem vir a ocorrer caso precisassem ingressar em planeta estranho. Essas viagens sempre tinham elevado grau de perigo e, para estudar um planeta mais a fundo, a saída era descer e explorar o local pessoalmente. Havia uma década, os cientistas passaram a pesquisar incessantemente as razões e soluções para várias alterações na superfície de seu próprio planeta.


Muitos diziam que tais alterações eram prenúncio do próximo período de evolução que viria.


Os cientistas preferiam calar-se perante a humanidade. Sob a sombra da certeza que externamente pairava nos Colégios Científicos, reinava o fogo negro da dúvida sobre o futuro. E do desprezo pelo que não podia por ele ser pressentido. Não acreditavam no que não se enxergasse na aura. Em nada que não fosse possível ler no pensamento.


Em Garisham, havia uma co-existência pacífica entre homens e gênios. Gênios e homens vinham sendo amigos por milênios, e um nunca fizera mal ao outro. Não diretamente. Porém, cada dia que passava, comprometia-se mais a amizade entre ambos. Ultimamente haviam diminuído bruscamente contatos com gênios, e os poucos que ainda buscavam conselho e amizade de tais gênios cada vez mais marginalizados eram os homens que viviam em escolas iniciáticas, os seguidores da divina tradição antiga e as sociedades afastadas dos centros populacionais.


Esta falta de procura começava a afetar os laços atômicos que uniam as duas raças. Em alguns lugares já se fazia perceber a falta de gênios controladores, devido à desorganização natural do ambiente. Em outros, os chamados não eram mais respondidos como de costume. Escolas Iniciáticas apregoavam que seus videntes haviam descrito caravanas de elementais partindo em direção de locais menos afetados atomicamente.


O mesmo se dava em relação às grandes Obras Antigas. Maravilhas da construção antiga, elas haviam sido erguidos por povos ainda anteriores a este. Foram construídos por seres ainda mais evoluídos, e que os antecederam no planeta Garisham. Estes povos ergueram no passado obras angelicais, proporcionais à sua magnífica estatura gigantesca, duas vezes e meia maior do que os atuais indivíduos humanos. Eram obras feitas de material astral, sólido para quem partilhasse da possibilidade atômica de toca-lo. Até mesmo este presente dos deuses, seus templos em presença física; até mesmo isso o povo estava perdendo. Graças a várias experiências nucleares para o desenvolvimento de “soluções modernas para a sociedade”, o plano atômico atual estava sendo alterado gradativamente, fazendo com que estas obras divinais (que manterão eternamente sua natureza astral) começassem a ficar “transparentes”. A impressão é de desintegração. O planeta começava a se distanciar de seu nível atômico original. Quanto menos sólidas ficassem as Obras, mais Garisham adentrava em planos atômicos mais lentos, pesados.


Mas todas essas mudanças, por mais radicais que fossem, já vinham sendo esperadas há séculos por algumas elites dos núcleos de estudos. E talvez somente nestes locais se sabia disso, pois as mudanças vinham acontecendo de forma muito sutil. Ninguém em sã consciência na atual sociedade viria a público para falar que havia possibilidade de alterações graves, visto que ocorriam poucas alterações esporádicas, e os sinais mais importantes destas mudanças eram os menos importantes para a sociedade da época.


A sociedade alcançara um nível elevado de intelectualidade e de ciência, além da sua vocação espiritual latente. Toda a população possuía certo grau de controle sobre suas faculdades especiais, como vidência, clariaudiência, intuição, projeção astral, materialização, entre outros. Durante várias gerações, os conhecimentos práticos de magia eram passados de pais para filhos, por toda a sociedade. Atualmente, devido à fácil disseminação de informações pelos quatro cantos do planeta, o conhecimento hermético ficou a cargo de locais imbuídos da responsabilidade de somente criar neófitos desde pequenos. Na atual sociedade, quase tudo o que se quisesse no planeta era possível de se efetuar com a tecnologia atual e com a incrível capacidade industrial da sociedade. Duas ferramentas poderosíssimas para se conseguir uma independência real da divindade.


Toda essa arquitetura arrojada era fruto de milhares de anos de estudo em cima de fluência energética. Todas as estruturas existentes no planeta eram desenvolvidas movidas não por modismos ou tendências de qualquer espécie, mas sim pela forma como cada parte do projeto faria a energia específica de cada habitante fluir, por e para onde se desejava.


(trecho do livro "Evangelização Estelar" - copyrights Zilu Notria - 1998)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A SERPENTE ESMERALDA - CAP.01

- Por que temes escrever?

- Tenho medo do julgamento do mundo.

- Mas por que te julgariam?

- Julgar talvez não seja a melhor palavra...Talvez devesse usar o termo “rotulasse”. Tenho medo do rótulo do mundo, do rotulo que colocariam mim.

- Pelo que escreviria?

- Acho que sim. Talvez pelo que falasse, também. Ninguém gosta de mensageiros de mau agouro, e pelas noticias que tenho, pelas informa;coes que reuni estes anos todos, realmente, não tenha nada de muito legal para dizer do futuro, digamos, próximo. É tudo uma questão de calculo. Se você tem uma caixa de maçãs e todo dia pega uma sem repor nenhuma, você só terá a quantidade de maçãs da caixa. Seriam 20, 30, 100, 1? Qualquer criança faria esta conta. Nosso mundo está como a caixa de maçãs que todo mundo está tirando sem repor. Quantos anos temos ainda? Seriam 20, 30, 100, 1. É só calcular. Com certeza, estamos no fundo da caixa. Mas o livre arbítrio pode mudar, se não tudo, pelo menos algumas ramas do destino. Acho que por isso está escrito, inclusive na bíblia, que ninguém sabe o dia do Juízo Final. Ainda acredito que possamos mudar alguma coisa para o futuro. Se não alterarmos o final da guerra, pelo menos conseguiremos salvar mais vidas.

Pausa na conversa. Os dois olham para o horizonte em silencio.

- Essa é a idéia.

O professor pega sua maleta. Seu assistente o espera e os dois saem pensativos, pelo corredor da universidade.

O professor sabia que o que tinha encontrado poderia alterar o curso da história se fosse revelado em massa. Sentia uma obrigação para com o povo a que teoricamente servia, sendo que era professor, mestre da arte de moldar pensamentos.

Agora estava em dúvida, se sentia um formador de pensamentos e não um contrutor de pensadores.


- Teria toda minha vida sido em vão? Horas e horas de estudo para virar um velhaco, um papagaio que ficaria repetindo para o resto da vida, horas e horas de palestras sobre atividades da ciência, suas ações, suas teorias, suas reações, e novamente, suas teorias. Mas para onde isso vai levar? Até o momento, a ciência só conseguiu realmente trazer mais conforto para a população, e até que com resultados satisfatórios. Na saúde, no bem estar, na tecnologia, mas mesmo com tudo melhorando, tudo ia a piorar. Que conta é essa? Ano vai e ano vem e a ciência não fundamenta realmente uma base para a sbrevivencia humana. Que ciência é essa que é dividida pelas fronteiras? A ciência pertence a humanidade, e a esta deve respeito e solidariedade. A ciência, que deveria ser a mola mestra da evolução humana, virou uma máquina fria, cuspidora de teorias e de benfazejos a um ou outro que salta para agarrar o cetro do poder dominador da ciência, que é o poder econômico das químicas e farmacêuticas. Essa é a verdade. A ciência o olha para o lucro, e os cientistas, ao invés de se unirem mundialmente contra os velhacos do poder e os senhores da guerra, a estes prestam louvores em troca do ouro moderno. São mercenários e corruptos, e por isso terão sua cota no final da historia.

O professor achava que a ciência tinha virado mercenária.

-A ciência deveria se preocupar em nível global. Primeiro o que vamos comer, o que vamos vestir, aonde vamos morar, e como vamos progredir a partir daí. Pra todo mundo! Todos deveriam trabalhar para todos. E não trabalhar desta forma que se faz hoje em dia. As pessoas se estafam demais, porque trabalham demais, porque a conjuntura macroeconômica vai exigir cada vez mais horas de trabalho por valor recebido, isto é fato e não há como negar. Cada dia mais é necessário mais produção porque os homens consomem e consomem sem parar. Uma minoria que possui o gás como é conhecido o dinheiro, concentra muito poder e dinheiro para eles mesmos, e especulando vão destruindo o mundo. Acredito eu até mesmo sem o saber, mas o fazem. É o que chamam de sistema assim é chamado porque realmente é sistemático, e como sair disso? Imagine você que hoje em dia não tem como viver normalmente sem ter conta em banco. Já pensou nisso? As empresas não pagam mais em dinheiro todos seus funcionarios. A logística não permite. E não permite mesmo! E por isso que se chama sistema, porque você é uma das engrenagens da maquina que Eles montaram, e nenhum montador de maquina quer ver suas engrenagens resolver saltar da maquina e atrapalhar o funcionamento do sistema, entende? E para obter conhecimento? Você precisa pagar telefone, a internet, o provedor. Livros são caríssimos e prioridade da elite. E com certeza, a quantidade de livros úteis não deve ultrapassar a barreira dos 10%, se muito. O mesmo se da com revistas. Quanto mais imagens apelativas, mais vendas, esse é o segredo. Porque ensinar o povo a pensar se podemos passar tudo para eles mastgado, devem pensar as grandes ”mentes-chefe” das editoras.

Resumindo, quem puder se locomover, pensar e agir como quiser, entre no sistema. Entre no molde, devote horas de seus dias que deveriam ser doados para todos, e a outra parte, que seria sua por direito deveria ser somente de cultura, relacionamento com família, aprendizado e interação global. Todos aprendendo a viver para todos. Um pais, uma só nação.

E o pior, enquanto digo isso, me sinto ridículo. Mais uma prova de que o que digo é certo.

Mas, professor - retrucou Guilherme - estas não são características humanas? Ou o homem de hoje em dia é mais um produto como um microondas, que pode ser projetado,moldado, reformulado, formatado e destruido? Quem será o criador do tal bicho sonhador? Sonho, logo sou humano. Minha profissão é cientista, ciência, mas para indo estou indo? Me sinto confuso...sou cientista ou estou cientista? Sou humano ou estou humano? A humanidade é um organismo vivo? A Terra é um organismo vivo? Quem é Deus?

- Ai, meu deus, quantas perguntas!! Eu só fiz uma descoberta científica, pois cientista sou. Como vou repassar isso é que eu não sei!

Sua descoberta tinha sido por acaso. Pouca coisa seria a mesma depois desta descoberta ser difundida. Mas, quem iria guiar as rédeas do destino depois de abertas as porteiras deste conhecimento?

- Foi “por acaso”, - pensa.

- Professor, o acaso agora não é mais o mesmo para mim. O acaso tomou um sabor mais doce, para mim ao menos, para outros parecerá salgado, enfim...Tudo parece tocado por uma arquitetura divina, por uma ciência cósmica sem precedentes, mas que sempre tivera debaixo dos narizes de todos, durante todo este tempo. Pareceria piada, talvez um bom-humor divino, que deixaria seus filhos correndo atrás do rabo por tanto tempo, e só quando se acalmassem e olhaasem todos junts para uma mesmo direção, veriam que a praia esteve logo ali, e todos nadando esgotados, por caminhos errados que eles mesmo entraram, mas que agora rogavam sossego, e que em troca largariam seus apegos e se despiriam de tudo que saisse da terra, mas, não!

- Não é possível, Guilherme! Hoje em dia um cientista como eu falar coisas desta categoria! Depois de todos estes anos, de tantos acertos e erros, mas todos dentro desta ultura arraigada de ver somente as atividades e esquecer o resultado final...Seria considerado louco a esta altura. Perderia meus títulos de honoris causa, mas a que causa eu fui honoris? Que parcela da humanidade salvei? Se a morte é inevitável, deve haver um outro ponto na dimensão para onde se vão os pensamentos, o Eu verdadeiro, a criança qie reina dentro de nos. De o poder a esta criança e tod o mundo será uma imensa escola, aonde os irmãos se confraternizam. Sei que isto é verdade pelo poder de fogo de sua palavra, mas se o disser, serei eu a engrenagem rebelde que solta, e as conseqüências disso irão alem de mim, irão pegar a você a aos meninos.

- Claro que vai , camarada! E tomara que essa espiral de fogo vá alem disso também! Que contagie a nossos familiares, a nossos amigos, e irmãos! Tomara que contagie nossos vizinhos, nossos conterrâneos, nossos compatiotas e a tod humanidade. Mas tudo tem um preço, o que não sei é se estaremos preparados para pagar, mas ao menos devemos tentar. Sei no fundo do meu coração que essa é a única verdade a que eu gostaria de servir neste momento, a de descobrir a nossa verdade, e acho que essa sua descoberta, essa nossa viagem, e da qual eu fui testemunha, deve sim ser contada. E devemos explorar mais e contar mais. E seja o que deus quiser.

Guilherme se volta para o professor. Ele chorava como menino em cima de seu desktop. Guilherme senta na cadeira ao seu lado e assim ficam na varanda, em silêncio bebericando seus whiskies, pelo resto da tarde.